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José Roberto conta sua vida de conquistas, estudos dedicados ao turismo

30/11/2009 08:39
Osmário Santos

José Roberto conta sua vida de conquistas, estudos dedicados ao turismo

Texto: Osmário Santos / Fotos: Divulgação

José Roberto de Lima Andrade nasceu a 2 de junho de 1969, na cidade de Aracaju /SE. Seus pais: Roberto Alves Andrade e Maria Luiza Lima Andrade. O pai faleceu há 25 anos e faz parte da história do futebol sergipano. Conhecido como Bel, jogou com destaque no Sergipe e no Confiança. Também trabalhou no Departamento de Estrada e Rodagem (DER). Sua mãe era professora.

Por motivo de separação dos pais, o menino José Roberto assim que nasceu passou a ser criado pelos avós José Lima e Lindonor Lima conhecida por Dona Linda.

O avô morava a Rua Campos, no trecho entre as ruas Itabaiana e Santa Luzia. Era um marceneiro honesto, sério e de um coração de bondade infinito. Nem precisava gritar para impor respeito. Um olhar era o suficiente. Já a avó, além de cuidar dos sete filhos dedicou toda atenção e carinho ao neto, a quem considerava como oitavo filho.

Criado no bairro São José e jogando bola na Praia 13 de Julho numa época em que era possível tomar banho no rio Sergipe, com tempo para pescar siri e jogar bola, momentos memoráveis que fazem da sua vida de uma Aracaju do passado, mas não tão distante.

No Jardim de Infância Augusto Maynard momentos de recreação e das primeiras lições, continuadas na Escola Mascote, na Rua Santa Luzia, na proximidade da Praça Tobias Barreto, de propriedade de Dona Lúcia, mãe do compositor Alcides Melo. Já sabendo o ABC ingressa no curso primário do Colégio Arquidiocesano, onde emplaca todo o segundo grau. “O que tenho de formação, seja intelectual, política, religiosa devo ao Arqui. Os professores e monsenhor Carvalho foram pessoas que marcaram a minha vida. Se é um local que tenho saudades é do Arquidiocesano. Devo muito as professoras Ângela e Conceição que me influenciaram politicamente. Elas eram irmãs de Clímaco, uma liderança estudantil forte na época. Também devo aos professores Jorge Mitidiére, Fernando Monteiro, Luciana, Mascarenhas, Brasilina, Luciano, Renir Damaceno, Genival Nunes, Rui Belém e outros”. Dava dor de cabeça ao Padre Carvalho em função da militância política no movimento estudantil. Ainda era época da ditadura, e eu questionando a igreja, falando da exploração do homem. E o Padre Carvalho. Zé Roberto, tenha juízo...

Como era mais difícil passar no Colégio Arquidiocesano do que no vestibular e ainda é, enfrenta as provas de três vestibulares e passa em todos eles, só valendo o último, para a área das ciências econômicas. “No primeiro ano científico fiz para engenharia e passei. No segundo também fiz para engenharia e fui aprovado. Da mudança de curso de engenharia para economia diz que foi uma intuição mandada por Deus e que é muito feliz e realizado em sua profissão”. Faz vestibular da Universidade Federal de Sergipe em 1988. “Se não me engano passei no quinto lugar geral”.

Sua aprovação foi motivo de contentamento de toda família. Minhas três tias, Rosa Lima, Lourdes Lima e Ana Lima e meus três tios Roberto Lima, Carlos Lima e Manoel Lima, me proporcionaram estudar numa escola particular. As tias Rosa, Lourdes e Ana eram quase como minhas irmãs mais velhas. Quando elas namoravam era eu quem tinha de segurar a vela, pois era obrigado a sair com elas e com os namorados (risos). Tenho minhas tias na condição de mãe. Tenho o tio Roberto que mora no Rio de Janeiro, que era o mais bonachão, o mais alegre e o tio Carlinhos que sempre me levava ao estádio de futebol. Ele torcedor do Sergipe, meu avô torcedor do Confiança, e eu torcedor do Confiança. “Como ele ia para a torcida do Sergipe e me pagava o lanche no intervalo do jogo, mesmo sendo torcedor de outro time, tinha de ficar na torcida vermelhinha” (risos).

Da sua passagem de estudante de economia na Universidade Federal de Sergipe reverencia seus grandes mestres. Josué Modesto, Ricardo Lacerda, Alvelos, Afonso Pacheco, Antônio Vieira da Costa, Frederico Lisboa (falecido) e outros. “A grande maioria dos meus ex-professores hoje são meus colegas no Departamento de Economia. Foram pessoas que tenho uma influência não só intelectual, mas de compromisso com a universidade, compromisso social”.

Tão logo ingressa na Universidade Federal de Sergipe começa a trabalhar na agência do Banorte, no calçadão da João Pessoa. Não demora, mas diante da sua participação no Sindicato dos Bancários, a ponto de ser demitido em função de uma greve. “Na época era secretário de formação política do Sindicato dos Bancários.

Foi bancário na época do plano Collor que confiscou o dinheiro dos brasileiros. “As pessoas entravam no banco querendo bater nos funcionários por considerá-los culpados pela retenção do dinheiro”.

Consegue trabalho na Universidade Federal de Sergipe e passa a fazer projeto de pesquisa com o professor Josué Modesto dos Passos Subrinho. “Ganhava como bolsa, depois, já no final do curso, por uma pessoa que foi e é como pai para mim e que a considero muito, o economista e professor Nilton Pedro, fiz estágio na Secretaria de Planejamento trabalhando em projetos para o Prodetur que estava em seus primeiros passos”.

Na Secretaria de Planejamento do Governo de Sergipe duas fases: estagiário de 92 a 94 em cargo de comissão de 96 a 97. “Na Seplan eu acabei aprendendo a ter uma visão de economia mais prática e menos acadêmica. Comecei a trabalhar com projetos turísticos que na verdade mexo até hoje. Era o início do projeto Prodetur do Banco Interamericano de Desenvolvimento- BID -, e todas as discussões e metodologia foram iniciadas em 92/93. Os projetos de Sergipe foram os primeiros a serem financiados pelo Banco no Brasil na área de turismo”.

“Aprendi muito com o professor Saulo Reis, com o economista Antônio Carlos Borges, secretário de Planejamento na época e que foi uma pessoa que me deu oportunidade de trabalhar como estudante, em final de curso, num projeto de grande responsabilidade”. Pela Seplan faz curso de Elaboração de Projetos promovido pelo BID em Fortaleza. Em 95 vai para a cidade de Curitiba, faz mestrado em economia, com dissertação sobre O Papel do Turismo no Desenvolvimento Regional. Em 1998 entra no doutorado em Turismo na USP, onde deu aulas até 2001.

O fascínio pelo turismo começou em seus momentos de estudante universitário e a grande prova é o tema da monografia. “Análise do Turismo Sergipano 1980-1990” O professor Josué era o meu orientador e chegou a me dizer que não entendia nada de turismo, mas desejava fazer e me deu todo o apoio. Deve ter sido a primeira monografia sobre turismo em Sergipe. Em 91/92, só existam de quatro a cinco livros de turismo em português.

No magistério outra história de vida iniciada em 1993 na Universidade Federal de Sergipe como professor contratado, chamado de horista em razão das horas de trabalho. Depois, passou a ser professor substituto e em 2001 faz concurso com sucesso e passa a ser professor efetivo.

Ensinou as disciplinas Introdução à Economia, Econometria, Micro Economia e hoje ensina também a disciplina de Elaboração de projetos. “Na verdade digo que estou na Universidade desde 88, pois entrei e nunca mais saí”.

Ser professor considera como missão e que, além de ensinar, o papel do professor é passar o exemplo. “Sou das pessoas que mais foi homenageado no curso de Economia como paraninfo de turma. Fico feliz quando encontro na rua alunos e ex-alunos, porque você é sempre professor.

Você perde o nome. Tenho até alunos que estão trabalhando fora de Sergipe. Muitos nomes importantes de Sergipe também foram meus alunos na graduação e pós-graduação”.

Na UFS foi chefe do departamento de Economia, presidente da Fapese por três anos, só deixando quando foi convidado pelo governador Marcelo Déda para ser secretário adjunto de Turismo onde trabalha de 2007 a abril de 2008, quando assume a presidência da Empresa Sergipana de Turismo -Emsetur- em uma nova fase. “Trabalho com a Emsetur com a visão de negócio. Nossa função é fazer promoção e capacitação profissional, mas trabalhando numa perspectiva empresarial. Nossos recursos são escassos já que o governo não tem só o turismo como prioridade, assim, temos de fato e temos de trabalhar na perspectiva de negócio. Todas as nossas discussões sobre como vamos fazer promoção, que curso de capacitação vai existir, são sempre discutidas com os empresários do turismo”.

Relata que Sergipe já se destaca no turismo por ter uma oferta hoteleira e de receptivo de um padrão muito bom de nível do Brasil. “Os turistas que vêm para Sergipe ficam surpresos, e é importante que essa satisfação que os turistas têm os sergipanos também tenham. Para tanto, é preciso criar essa autoestima e que esse orgulho seja propagado para que Sergipe seja passado para os nossos visitantes, senão, continuaremos sendo críticos de nós mesmos”.

Considera de grande importância em sua formação política no Partido dos Trabalhadores, onde está desde 1987, os amigos e companheiros Luiz Alberto, Marcelo Barreto (Marcelinho), Milson Barreto, Silvio Santos, Zé Eduardo e Déda. Lembro de um congresso da CUT onde passei um final de semana debatendo as teses da Articulação e da CUT pela Base com o atual deputado Francisco Gualberto. Já era difícil ganhar um debate com ele desde aquela época.

Agradece a Deus pela oportunidade de trabalhar com duas pessoas importantes na sua juventude: Josué e Déda.

Coisas mais importantes da vida: as filhas Gabriela Luiza e os amigos, que são muitos. Fico orgulhoso por minhas filhas, ainda tão pequenas, já terem se decidido, sem nenhuma influência do pai, por três coisas: PT, Flamengo e Confiança.


 


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